Marido De Aluguel Se Impõe Como 'O Cara' Que Conserta A Rotina |

Marido De Aluguel Se Impõe Como ‘O Cara’ Que Conserta A Rotina De Casais

Profissionais dão conta de todos os serviços em casas e comércios. Para se manter no mercado é preciso ter mais de uma qualificação.
14/04/2013 14:20 por Redação

Esse cara sou eu. O refrão da música do cantor Roberto Carlos pode ser aplicado cada vez mais aos “maridos de aluguel”, que se tornaram indispensáveis na vida de casais e comerciantes que preferem pagar por pequenos consertos, que variam de R$ 30 a R$ 150, ou até mesmo por reformas completas, que chegam a custar até R$ 50 mil o aumento da procura pelos “caras” é de 30% por ano.

“A procura por esses serviços tem aumentado de forma fantástica devido à falta de tempo das pessoas e ao aumento de poder aquisitivo das classes A e B. Isso significa que as pessoas têm procurado por profissionais e não mais se aventurado em fazer consertos e serviços que não entendem”, avalia Sidney Kalaes, vice-presidente da SMZTO Participações, holding de franquias.

“Atendem clientes de todas as classes sociais. Muitas vezes, os maridos até sabem fazer o serviço, mas preferem deixar por falta de tempo. Aí vão adiando e nunca fazem”

Para conquistar clientes fiéis, fazem quase todo tipo de trabalho em uma residência ou loja. “Trocam chuveiro, resistência, colocam quadros, persianas, reparos hidráulicos, faço troca de dobradiça de armário, contrapiso, troco azulejo e pintura”.

Caso apareça algo que não sabe fazer, o engenheiro repassa o serviço para outro ‘marido’. “Muitas vezes não faço, mas tenho pessoas que fazem”, adianta.
A designer de interiores Ana Cláudia Geremias é uma das clientes. “Hoje é melhor centralizar alguns serviços em uma só pessoa, por ser mais rápido e mais barato”, ressalta.

“Já chamei marido de aluguel em casa para arrumar a bagunça de fios atrás do home theater e para desentupir ralo de banheiro”, confessa.

“O Cara” também faz vários tipos de serviço, mas está tentando fidelizar os fregueses com uma espécie de convênio, na qual o cliente paga uma taxa mensal de R$ 80 para quando precisar de um serviço. “É a campanha MDA, Marido de Aluguel a qualquer hora à disposição”, descreve o profissional.
Quem aceitar seu plano terá direito a um check-list na residência. “Se queimar uma lâmpada de 40 watts eu já levo a correta porque tenho no meu cadastro”, exemplifica.

Qualificação

E o aumento da procura por estes serviços exige qualificação. No caso de profissionais que trabalham para franquias, eles são procurados em escolas e no mercado. “Antes de irem a campo, são preparados pela nossa universidade corporativa, com práticas seguras e modus operandi específicos de atendimento e postura. Além disso, antes da contratação, verificamos se eles apresentam qualquer problema com a justiça”, disse o vice-presidente da SMZTO.

“Antes de começarmos a trabalhar passamos por um curso de duas semanas”, lembra o franqueado de Campinas, Caio Pereira. O prestador de serviços, que tem formação de engenheiro eletricista, aponta que para ser um bom marido de aluguel  no mercado precisa ser polivalente, ou seja, ter duas ou mais formações. “Se tenho dois profissionais que fazem elétrica e hidráulica, atendo dois clientes de uma só vez”, exemplifica.

Marcos Massayuki Takeshita é técnico eletromecânico, trabalhou em elaboração de projetos e telecomunicações. Agora, aceitou o desafio de ajudar casais e comerciantes nos imprevistos do dia a dia, como um chuveiro elétrico moderno que o comprador não consegue instalar. “Já tive que refazer muita coisa que outros fizeram errado. Muitos  acreditam que trocar uma dobradiça de armário é fácil, mas se o parafuso estiver enferrujado, é necessário fazer um furo ao lado dele antes de retirar”, alerta Takeshita.

Márcio de Souza trabalha com pintura e hidráulica, duas qualificações para manter-se neste ramo. “Fiz hidráulica no Senai, mas pintura aprendi na raça”, conta o profissional. Nascido no Porto, em Portugal, e com 27 anos de experiência, João Pereira utiliza os conhecimentos que vão além da parte elétrica. “Fiz curso de eletricidade no Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Elétricas do Norte, mas aprendi jardinagem e hidráulica. Trabalhei até em um dos melhores hotéis de Londres, na Inglaterra”, disse o português, que está decepcionado com alguns profissionais da área eletricidade. “Aqui vemos muito ‘gato’, coisas não seriam aprovadas, mas sim reprovadas”, afirma.

Fonte: G1

Gostou deste artigo?

Recomende e Compartilhe com seus amigos!

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...